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A Boa e Nova Advocacia

Advocacia - Automatização de documentos

Em meio à pandemia, com o distanciamento social, sentimos falta de velhos hábitos, como reuniões presenciais, happy hour com os amigos, almoços de família…Por falar em reunir a família, lembrei das velhas piadas do meu tio, que já as contou mil vezes, mas sempre com a mesma empolgação da primeira: “No meu tempo, (…)”!

Nesse momento tão desafiador e reflexivo, acabei fazendo um paralelo entre as histórias do meu tio e as nossas atividades. Como seriam as lembranças de uma família de advogados? Um formado em 1990, outro em 2005 e um terceiro em 2020. O primeiro, provavelmente, falaria do tempo da transição da máquina de escrever para o computador, da dificuldade de ter acesso à doutrina e jurisprudência; o segundo, por sua vez, das cargas dos processos volumosos e dos protocolos com horário limitado; o terceiro… O que diria o terceiro?

Será que o terceiro advogado teve oportunidade de estagiar em órgãos públicos? Escritórios tradicionais? Inovadores? Ouvindo toda essa retrospectiva, como explicar a um jovem profissional que cresceu em meio à revolução tecnológica (assistindo à série norte-americana Suits por streaming) que carregávamos 20/30 volumes de processos, furávamos as folhas das petições e numerávamos os documentos? Máquina de escrever? Certamente haverá aquele que ainda baterá no peito e bradará: “advocacia raiz”! Tudo isso faz parte da nossa história e nos trouxe até aqui, o que é muito nobre, mas não nos limita.

O Poder Judiciário se modernizou. O Processo Judicial Eletrônico (PJe) está em pleno funcionamento, audiências e sessões estão sendo realizadas de forma telepresencial. Pesquisas recentes demonstram que pelo menos metade dos tribunais do país já contam com algum recurso de inteligência artificial para agilizar a tramitação dos processos[1]. E, convenhamos, não poderia ser diferente em um país com o índice de litigiosidade e a quantidade de processos que temos.

Mas como explicar, então, que, na iniciativa privada, 37% dos escritórios do país não utilizam ferramentas de tecnologia em sua rotina, segundo uma pesquisa da AB2L? Viram como é difícil prever qual seria a resposta do terceiro advogado? Cinco das dez empresas mais valiosas do mundo são de tecnologia[2]. A montadora de carros elétricos, Tesla, já supera em valor de mercado as tradicionais General Motors, Ford e Fiat somadas[3].

Cada um é livre para gerir o seu negócio da forma que entende mais adequada. Aliás, a máquina de escrever não foi extinta. Segue à disposição dos seus admiradores. Mas como concorrer com aquelas bancas que fazem uso de computadores? Como essas concorrem com outras que adotam tecnologia de ponta, como automação e gestão de documentos, análise de dados e tantas outras ferramentas disponíveis?

Se é verdade que “dados são o novo petróleo”, muitos estão diante de vastos campos, mas tentando extrair o ouro negro de canudinho.  Veremos, em alguns anos, qual será a resposta do jovem advogado

 

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[1]https://oglobo.globo.com/brasil/metade-dos-tribunais-brasileiros-ja-recorre-inteligencia-artificial-para-agilizar-processos-aponta-pesquisa-1-24502062
[2] https://www.infomoney.com.br/consumo/este-grafico-mostra-as-100-marcas-mais-valiosas-do-mundo-em-2020/
[3] https://valor.globo.com/empresas/noticia/2020/02/04/valor-de-mercado-da-tesla-supera-o-da-gm-ford-e-fiat-chrysler-juntas.ghtml